sexta-feira, 18 de março de 2016

"Vidas Secas" - Graciliano Ramos

Quem disse que os famosos "clássicos da literatura" são um porre? EU! As histórias podem até serem boas, mas a linguagem utilizada "cansa", desanima... ATÉ que ganhei de presente o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos e me "apaixonei"! rs.
O livro é de 1938, claro que contém a linguagem da época... mas é diferente, não tão maçante quanto "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (tá, não sou tapada, o "Memórias" teve sua primeira publicação em 1881, até entendo, não falo aqui como "crítica literária" - que não sou - nem nada disso, apenas meu ponto de vista como leitora, achei a leitura do Vidas Secas muito mais fácil... os personagens são tão sofridos, e a cadelinha ah como chorei rsrsrs a história prende, e o que eu achei mais bacana, é que foi escrita a tanto tempo e continua atual!) 
Na verdade, eu já tinha lido no colegial (na minha época éramos OBRIGADOS a ler um livro (dos clássicos) por mês e no final do mês tinha prova do livro... Não sei se hj em dia ainda é assim... Enfim... eu lia né (era obrigado rs), odiava, achava chatos... 
E agora, vinte e tantos anos depois novamente sou "obrigada" a ler esses "clássicos"... Já disse que li muitos deles, mas não escrevi reler pois não lembro das histórias rsrsrs quer dizer,  do Vidas Secas eu lembrava do nome da cachorra, Baleia, mas só. Os outros uma vaaaaga lembrança rsrs...
Mas até que estou gostando de lê-los depois de tanto tempo... Agora não encaro mais como uma obrigação (apesar de ser kkk) Juro que vou com o "coração aberto"... Claro que com alguns minha opinião volta para a da (eu)adolescente... Chaaaatooos...kkkk e acabo enrolando (e ME enrolando) pois ainda tenho muitos para ler:
  • Til- José de Alencar
  • Papéis Avulsos- Machado de Assis
  •  A cidade e as serra - Eça de Queiros
  • Capitães de areia- Jorge Amado
  • Sentimentos do Mundo - Carlos Drummond de Andrade
  • Memórias de um sargento de milícias - Manuel A. Almeida

Mas quando tem um bom dá pra ler rapidinho e ir aqui comentar...
E tomara que no meio dessa minha lista tenha vários que seja tão bons como esse!!!! (oremos kkkk)

Minha ideia era ler e a cada livro fazer uma resenha... Mas não tenho tempo, então vou fazer um "resuminho" dos que eu mais gostei.

(Eu li o "1984, de George Orwell", eu gostei, depois faço o "resuminho" dele... Eu disse que é livro pra "meninos" kkk (sim pq eu estava acostumada a ler livros de "meninas", como os da Saga do Tigre, da Colleen Houck (ai eu amoooo li todos kkk) e agora tenho um montão de livros de "meninos" para ler kkk.) Estou lendo esse aqui:
Os de "meninos" que tenho que ler são:
  •  Manifesto do partido comunista - Karl Marx
  • Metamorfose - Franz Kafka
  • O processo - Franz Kafka
  • Na colônia penal - Franz Kafka
  • O mercador de Veneza - Shakespeare
  • Laranja mecânica - Anthony Burgess
  • O estrangeiro - Albert Camus
  • Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe
  • Galileu Galilei - Bertold Brecht
  • Crimes- Ferdinand Von Schirach
  • Culpa -
    Ferdinand Von Schirach
Dentre outros...(desejem- me sorte kkk).

Bem, voltemos ao Vidas Secas:
"Vidas Secas", romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.


A história é focada na vida de uma família de retirantes nordestinos, formada por Fabiano; sua esposa chamada de Sinhá Vitória; duas crianças, às quais o autor refere-se apenas como Menino mais novo e Menino mais velho e Baleia, uma cachorrinha.
Após andar muito sob o sol escaldante no início do livro, a família encontra uma casa que aparentemente estaria abandonada, e resolve se instalar nela, até que passasse o período de seca que a região estava vivendo. No entanto, nem tudo sai como o planejado: ao chover, aparece um senhor, que era o dono daquela propriedade e expulsa Fabiano sem a menor piedade ou compaixão.
No entanto, Fabiano resolve a situação ao se oferecer para trabalhar como vaqueiro naquela fazenda, e assim, continuar morando na casa com a sua família. O patrão aceita, providencia o necessário para que o rapaz possa começar a trabalhar e, assim, Fabiano pode ficar no local com a sua esposa, os filhos e Baleia.
Em uma das passagens da história, Fabiano vai para outra cidade comprar alguns produtos de primeira necessidade, alimentos. Eles até eram vendidos pelo patrão dele em um armazém, mas os preços eram muito elevados. Já na outra cidade, o retirante nordestino acaba conhecendo um militar, chamado de Soldado Amarelo, que o convida para uma partida de baralho. Fabiano aceita, os dois acabam perdendo o jogo e para descontar a raiva, o policial prende
Fabiano. É um trecho que retrata claramente o abuso de poder.

A sensação que o leitor tem é que mesmo os bons momentos que a família vivencia nunca são plenamente felizes, sempre carregados de alguma tensão ou apreensão. Isso fica claro quando começa a chover, o que poderia aliviar a seca, portanto, um motivo de alegria. No entanto, acaba gerando uma grande preocupação em Sinhá Vitória, que teme que a água entre dentro de casa.
Quando vão para um evento na cidade, eles se sentem deslocados e Fabiano precisa se controlar para não ter um ataque de fúria. Aliás, isso se repete em vários outros momentos. Ele chega a perder o seu emprego pela maneira como se dirige ao patrão para questionar erros em seu pagamento. Felizmente, pede desculpas e consegue permanecer no cargo.
A história termina do jeito que começou, fechando uma espécie de ciclo: durante a madrugada, a família empreende uma nova fuga, para não ser vítima da seca, mas com todo o cuidado para que o patrão não veja. Ou seja, Fabiano, Sinhá Vitória e os Meninos começam e terminam exatamente da mesma maneira: tendo que fugir da seca.

 

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sexta-feira, 18 de março de 2016

"Vidas Secas" - Graciliano Ramos

Quem disse que os famosos "clássicos da literatura" são um porre? EU! As histórias podem até serem boas, mas a linguagem utilizada "cansa", desanima... ATÉ que ganhei de presente o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos e me "apaixonei"! rs.
O livro é de 1938, claro que contém a linguagem da época... mas é diferente, não tão maçante quanto "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (tá, não sou tapada, o "Memórias" teve sua primeira publicação em 1881, até entendo, não falo aqui como "crítica literária" - que não sou - nem nada disso, apenas meu ponto de vista como leitora, achei a leitura do Vidas Secas muito mais fácil... os personagens são tão sofridos, e a cadelinha ah como chorei rsrsrs a história prende, e o que eu achei mais bacana, é que foi escrita a tanto tempo e continua atual!) 
Na verdade, eu já tinha lido no colegial (na minha época éramos OBRIGADOS a ler um livro (dos clássicos) por mês e no final do mês tinha prova do livro... Não sei se hj em dia ainda é assim... Enfim... eu lia né (era obrigado rs), odiava, achava chatos... 
E agora, vinte e tantos anos depois novamente sou "obrigada" a ler esses "clássicos"... Já disse que li muitos deles, mas não escrevi reler pois não lembro das histórias rsrsrs quer dizer,  do Vidas Secas eu lembrava do nome da cachorra, Baleia, mas só. Os outros uma vaaaaga lembrança rsrs...
Mas até que estou gostando de lê-los depois de tanto tempo... Agora não encaro mais como uma obrigação (apesar de ser kkk) Juro que vou com o "coração aberto"... Claro que com alguns minha opinião volta para a da (eu)adolescente... Chaaaatooos...kkkk e acabo enrolando (e ME enrolando) pois ainda tenho muitos para ler:
  • Til- José de Alencar
  • Papéis Avulsos- Machado de Assis
  •  A cidade e as serra - Eça de Queiros
  • Capitães de areia- Jorge Amado
  • Sentimentos do Mundo - Carlos Drummond de Andrade
  • Memórias de um sargento de milícias - Manuel A. Almeida

Mas quando tem um bom dá pra ler rapidinho e ir aqui comentar...
E tomara que no meio dessa minha lista tenha vários que seja tão bons como esse!!!! (oremos kkkk)

Minha ideia era ler e a cada livro fazer uma resenha... Mas não tenho tempo, então vou fazer um "resuminho" dos que eu mais gostei.

(Eu li o "1984, de George Orwell", eu gostei, depois faço o "resuminho" dele... Eu disse que é livro pra "meninos" kkk (sim pq eu estava acostumada a ler livros de "meninas", como os da Saga do Tigre, da Colleen Houck (ai eu amoooo li todos kkk) e agora tenho um montão de livros de "meninos" para ler kkk.) Estou lendo esse aqui:
Os de "meninos" que tenho que ler são:
  •  Manifesto do partido comunista - Karl Marx
  • Metamorfose - Franz Kafka
  • O processo - Franz Kafka
  • Na colônia penal - Franz Kafka
  • O mercador de Veneza - Shakespeare
  • Laranja mecânica - Anthony Burgess
  • O estrangeiro - Albert Camus
  • Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe
  • Galileu Galilei - Bertold Brecht
  • Crimes- Ferdinand Von Schirach
  • Culpa -
    Ferdinand Von Schirach
Dentre outros...(desejem- me sorte kkk).

Bem, voltemos ao Vidas Secas:
"Vidas Secas", romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.


A história é focada na vida de uma família de retirantes nordestinos, formada por Fabiano; sua esposa chamada de Sinhá Vitória; duas crianças, às quais o autor refere-se apenas como Menino mais novo e Menino mais velho e Baleia, uma cachorrinha.
Após andar muito sob o sol escaldante no início do livro, a família encontra uma casa que aparentemente estaria abandonada, e resolve se instalar nela, até que passasse o período de seca que a região estava vivendo. No entanto, nem tudo sai como o planejado: ao chover, aparece um senhor, que era o dono daquela propriedade e expulsa Fabiano sem a menor piedade ou compaixão.
No entanto, Fabiano resolve a situação ao se oferecer para trabalhar como vaqueiro naquela fazenda, e assim, continuar morando na casa com a sua família. O patrão aceita, providencia o necessário para que o rapaz possa começar a trabalhar e, assim, Fabiano pode ficar no local com a sua esposa, os filhos e Baleia.
Em uma das passagens da história, Fabiano vai para outra cidade comprar alguns produtos de primeira necessidade, alimentos. Eles até eram vendidos pelo patrão dele em um armazém, mas os preços eram muito elevados. Já na outra cidade, o retirante nordestino acaba conhecendo um militar, chamado de Soldado Amarelo, que o convida para uma partida de baralho. Fabiano aceita, os dois acabam perdendo o jogo e para descontar a raiva, o policial prende
Fabiano. É um trecho que retrata claramente o abuso de poder.

A sensação que o leitor tem é que mesmo os bons momentos que a família vivencia nunca são plenamente felizes, sempre carregados de alguma tensão ou apreensão. Isso fica claro quando começa a chover, o que poderia aliviar a seca, portanto, um motivo de alegria. No entanto, acaba gerando uma grande preocupação em Sinhá Vitória, que teme que a água entre dentro de casa.
Quando vão para um evento na cidade, eles se sentem deslocados e Fabiano precisa se controlar para não ter um ataque de fúria. Aliás, isso se repete em vários outros momentos. Ele chega a perder o seu emprego pela maneira como se dirige ao patrão para questionar erros em seu pagamento. Felizmente, pede desculpas e consegue permanecer no cargo.
A história termina do jeito que começou, fechando uma espécie de ciclo: durante a madrugada, a família empreende uma nova fuga, para não ser vítima da seca, mas com todo o cuidado para que o patrão não veja. Ou seja, Fabiano, Sinhá Vitória e os Meninos começam e terminam exatamente da mesma maneira: tendo que fugir da seca.

 

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