quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Revolution, Beatles (análise letra)

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Origens da Criação

A canção foi escrita durante a meditação transcendental em Rishkesh na Índia, e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther Kin, o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John.
Em 1968 havia um grande hiato entre o movimento hippie  de "paz e amor" e os tumultos políticos, protestos  e repressão . Lennon com seu interesse político crescente se viu confrontando essas ideias e decidiu colocar seus sentimentos sobre o assunto, longe da alienação dos fãs de Beatles. Segundo Lennon na revista Rolling Stone :  
“Eu queria desabafar sobre o que eu pensava da revolução. Eu achava que já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achávamos da guerra vietnamita quando estávamos em turnê com Brian Epstein  e ter de dizer ‘vamos falar de Guerra dessa vez e não só embromar. Eu pensava sobre isso nas montanhas na Índia. Eu ainda tinha aquele sentimento de ‘Deus irá nos salvar, ’ e que tudo ficaria bem.”
Embora tenha sido gravada após “Revolution 1” esta versão mais rápida e barulhenta foi lançada antes do "Álbum Branco", devido a um atrito na banda sobre o lançamento do single.

 Paul McCartney estava com receio de uma música tão politizada como “Revolution” se tornar um single e com o apoio de George Harrison  vetou a opção de Lennon dizendo que a canção “era muito lenta para ser um single.” John desabafa sobre isso na revista Rolling Stone  em 1980: "Quando Paul e George sairam para um feriado eu comecei "Revolution 1" junto com "Revolution 9." Eu queria colocá-la como um single, eu tinha tudo preparado mas eles chegaram e disseram que não era boa o bastante. E a gente colocou o que? 'Hello Goodbye', ou alguma droga assim? Não, colocamos 'Hey Jude', que valia a pena, mas me desculpe, poderia ter colocado ambos."
 John Lennon irritado com as divergências, gravou essa versão mais rápida e cheia de fúria. Porém, nesse trecho da entrevista para o "The Beatles Anthology," John ainda mostrava seu ressentimento sobre a primeira versão: "Eles disseram que não era rápida o bastante e se pensar nos detalhes, se seria um hit ou não, talvez estivessem certos. Mas os Beatles poderiam ter colocado a versão lenta no single, sem se importar se seria um disco de ouro  ou de madeira. Mas por causa daquela irritação com a Yoko e o fato de eu estar tendo uma criação dominante como nos velhos tempos depois de andar apagado por 2 anos causaram atritos. Eu estava acordado novamente e eles não estavam acostumados."

Letra

A letra é explicitamente política e adverte sobre o significado da palavra revolução nos trechos:

"Você diz que quer revolução, todos nós queremos mudar o mundo. Você diz que tem a solução real, adoraríamos ver o plano. Você me pede uma contribuição, nós fazemos o que se pode. Mas se você quer dinheiro para pessoas com mentalidade de ódio, tudo que eu digo é que você irá esperar."

Existe também uma mensagem de "pense por si mesmo", e uma alusão ao ditador chinês Mao Tse-Tung : "Você diz que quer mudar a constituição, todos nós queremos mudar sua cabeça. Você me diz que é a instituição mas é melhor libertar sua mente então. Agora se você ficar carregando fotos do ditador Mao, você não conseguirá nenhum apoio."

A letra ainda contém uma lírica notavelmente diferente da canção "Revolution 1" do “Álbum Branco” na linha:  
"When you talk about destruction/don't you know that you can count me OUT" (Quando você fala sobre destruição/Saiba você que NÃO pode contar comigo)
Durante as gravações da primeira versão, ele ficava brigando com a letra, rabiscando e mudando OUT e IN ("NÂO conte comigo" e "pode contar comigo"). John falou em entrevistas que ele estava indeciso em relação a seus sentimentos, então ele incluiu ambas as opções.

Nessa versão ele já estava decidido sobre sua posição no termo “revolução” como dito em entrevista de 1980 : “Se me quisessem para promover violência, me tire fora. Se me querem nas barricadas, que seja com flores nas mãos.”

Curiosidades

  • "Revolution" foi a primeira canção dos Beatles a ser licenciada para comerciais de TV.. (A Ford Motor Company usou uma versão cover de “Help!” em 1965 .) Em 1987 , a Nike  usou a canção pagando $250,000 para Michael Jackson e a Capitol Records , que detém os direitos legais da obra. Isso causou um grande impacto nos fãs de Beatles, que acreditavam que Lennon nunca concordaria com aquilo, especialmente pela controvérsia da Nike fabricar seus tênis com trabalho escravo  do terceiro mundo. McCartney mais tarde protestou: “Canções como ‘Revolution,’ não significam um par de tênis , significa revolução.”
  • A banda Stone Temple Pilots  executou a canção ao vivo em prol das vítimas do atentado ao Word Trade Center , no festival Come Together: A Night for John Lennon's Words and Music. Uma versão de estúdio foi lançada em 27 de Novembro de 2001, após muitas execuções da versão ao vivo nas rádios. 

  fonte:https://pt.wikipedia.org

 


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Revolution, Beatles (análise letra)

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A canção foi escrita durante a meditação transcendental em Rishkesh na Índia, e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther Kin, o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John.
Em 1968 havia um grande hiato entre o movimento hippie  de "paz e amor" e os tumultos políticos, protestos  e repressão . Lennon com seu interesse político crescente se viu confrontando essas ideias e decidiu colocar seus sentimentos sobre o assunto, longe da alienação dos fãs de Beatles. Segundo Lennon na revista Rolling Stone :  
“Eu queria desabafar sobre o que eu pensava da revolução. Eu achava que já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achávamos da guerra vietnamita quando estávamos em turnê com Brian Epstein  e ter de dizer ‘vamos falar de Guerra dessa vez e não só embromar. Eu pensava sobre isso nas montanhas na Índia. Eu ainda tinha aquele sentimento de ‘Deus irá nos salvar, ’ e que tudo ficaria bem.”
Embora tenha sido gravada após “Revolution 1” esta versão mais rápida e barulhenta foi lançada antes do "Álbum Branco", devido a um atrito na banda sobre o lançamento do single.

 Paul McCartney estava com receio de uma música tão politizada como “Revolution” se tornar um single e com o apoio de George Harrison  vetou a opção de Lennon dizendo que a canção “era muito lenta para ser um single.” John desabafa sobre isso na revista Rolling Stone  em 1980: "Quando Paul e George sairam para um feriado eu comecei "Revolution 1" junto com "Revolution 9." Eu queria colocá-la como um single, eu tinha tudo preparado mas eles chegaram e disseram que não era boa o bastante. E a gente colocou o que? 'Hello Goodbye', ou alguma droga assim? Não, colocamos 'Hey Jude', que valia a pena, mas me desculpe, poderia ter colocado ambos."
 John Lennon irritado com as divergências, gravou essa versão mais rápida e cheia de fúria. Porém, nesse trecho da entrevista para o "The Beatles Anthology," John ainda mostrava seu ressentimento sobre a primeira versão: "Eles disseram que não era rápida o bastante e se pensar nos detalhes, se seria um hit ou não, talvez estivessem certos. Mas os Beatles poderiam ter colocado a versão lenta no single, sem se importar se seria um disco de ouro  ou de madeira. Mas por causa daquela irritação com a Yoko e o fato de eu estar tendo uma criação dominante como nos velhos tempos depois de andar apagado por 2 anos causaram atritos. Eu estava acordado novamente e eles não estavam acostumados."

Letra

A letra é explicitamente política e adverte sobre o significado da palavra revolução nos trechos:

"Você diz que quer revolução, todos nós queremos mudar o mundo. Você diz que tem a solução real, adoraríamos ver o plano. Você me pede uma contribuição, nós fazemos o que se pode. Mas se você quer dinheiro para pessoas com mentalidade de ódio, tudo que eu digo é que você irá esperar."

Existe também uma mensagem de "pense por si mesmo", e uma alusão ao ditador chinês Mao Tse-Tung : "Você diz que quer mudar a constituição, todos nós queremos mudar sua cabeça. Você me diz que é a instituição mas é melhor libertar sua mente então. Agora se você ficar carregando fotos do ditador Mao, você não conseguirá nenhum apoio."

A letra ainda contém uma lírica notavelmente diferente da canção "Revolution 1" do “Álbum Branco” na linha:  
"When you talk about destruction/don't you know that you can count me OUT" (Quando você fala sobre destruição/Saiba você que NÃO pode contar comigo)
Durante as gravações da primeira versão, ele ficava brigando com a letra, rabiscando e mudando OUT e IN ("NÂO conte comigo" e "pode contar comigo"). John falou em entrevistas que ele estava indeciso em relação a seus sentimentos, então ele incluiu ambas as opções.

Nessa versão ele já estava decidido sobre sua posição no termo “revolução” como dito em entrevista de 1980 : “Se me quisessem para promover violência, me tire fora. Se me querem nas barricadas, que seja com flores nas mãos.”

Curiosidades

  • "Revolution" foi a primeira canção dos Beatles a ser licenciada para comerciais de TV.. (A Ford Motor Company usou uma versão cover de “Help!” em 1965 .) Em 1987 , a Nike  usou a canção pagando $250,000 para Michael Jackson e a Capitol Records , que detém os direitos legais da obra. Isso causou um grande impacto nos fãs de Beatles, que acreditavam que Lennon nunca concordaria com aquilo, especialmente pela controvérsia da Nike fabricar seus tênis com trabalho escravo  do terceiro mundo. McCartney mais tarde protestou: “Canções como ‘Revolution,’ não significam um par de tênis , significa revolução.”
  • A banda Stone Temple Pilots  executou a canção ao vivo em prol das vítimas do atentado ao Word Trade Center , no festival Come Together: A Night for John Lennon's Words and Music. Uma versão de estúdio foi lançada em 27 de Novembro de 2001, após muitas execuções da versão ao vivo nas rádios. 

  fonte:https://pt.wikipedia.org

 


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