terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

REALISMO

 
"Os Quebradores de Pedra" - Gustave Courbet

REALISMO

Movimento artístico que se manifesta na segunda metade do século XIX. 
 Caracteriza-se pela intenção de uma abordagem objetiva da realidade e pelo interesse por temas sociais. 
O engajamento ideológico faz com que muitas vezes a forma e as situações descritas sejam exageradas para reforçar a denúncia social. 
O realismo representa uma reação ao subjetivismo do romantismo. Sua radicalização rumo à objetividade sem conteúdo ideológico leva ao naturalismo. 
Muitas vezes realismo e naturalismo se confundem. 

Artes Plásticas 
A tendência expressa-se sobretudo na pintura.
 As obras privilegiam cenas cotidianas de grupos sociais menos favorecidos. 
O tipo de composição e o uso das cores criam telas pesadas e tristes. 
O grande expoente é o francês Gustave Courbet (1819-1877). Para ele, a beleza está na verdade. 
Suas pinturas chocam o público e a crítica, habituados à fantasia romântica. 
São marcantes suas telas Os Quebradores de Pedra, que mostra operários, e Enterro em Ornans, que retrata o enterro de uma pessoa do povo. 
Outros dois nomes importantes que seguem a mesma linha são Honoré Daumier (1808-1879) e Jean-François Millet (1814-1875). Também destaca-se Édouard Manet (1832-1883), ligado ao naturalismo e, mais tarde, ao impressionismo. 
Sua tela Olympia exibe uma mulher nua que “encara” o espectador.

Literatura 
O realismo na Literatura manifesta-se na prosa. 
A poesia da época vive o parnasianismo. 
O romance – social, psicológico e de tese – é a principal forma de expressão. 
Deixa de ser apenas distração e torna-se veículo de crítica a instituições, como a Igreja Católica, e à hipocrisia burguesa. 
A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.
Na passagem do romantismo para o realismo misturam-se aspectos das duas tendências. 
Um dos representantes dessa transição é o escritor e dramaturgo francês Honoré de Balzac (1799-1850), autor do conjunto de romances Comédia Humana. 
Outros autores importantes são os franceses Stendhal (1783-1842), que escreve O Vermelho e o Negro , e Prosper Merimée (1803-1870), autor de Carmen, além do russo Nikolay Gogol (1809-1852), autor de Almas Mortas.
O marco inicial do realismo na Literatura é o romance Madame Bovary , do francês Gustave Flaubert (1821-1880).
 Outros autores importantes são o russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), cuja obra-prima é Os Irmãos Karamazov; o português Eça de Queirós (1845-1900), que escreve Os Maias; o russo Leon Tolstói (1828-1910), criador de Anna Karenina e Guerra e Paz; os ingleses Charles Dickens (1812-1870), autor de Oliver Twist, e Thomas Hardy (1840-1928), de Judas, o Obscuro.
A tendência desenvolve-se também no conto. Entre os mais importantes autores destacam-se o russo Tchekhov (1860-1904) e o francês Guy de Maupassant (1850-1893).

Teatro 
Com o realismo, problemas do cotidiano ocupam os palcos. 
O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-se coloquial. 
O primeiro grande dramaturgo realista é o francês Alexandre Dumas Filho (1824-1895), autor da primeira peça realista, A Dama das Camélias (1852), que trata da prostituição.Fora da França, um dos expoentes é o norueguês Henrik Ibsen (1828-1906). 
Em Casa de Bonecas, por exemplo, trata da situação social da mulher. 
São importantes também o dramaturgo e escritor russo Gorki (1868-1936), autor de Ralé e Os Pequenos Burgueses, e o alemão Gerhart Hauptmann (1862-1946), autor de Os Tecelões.

REALISMO NO BRASIL 
No Brasil, o realismo marca mais intensamente a literatura e o teatro.

Artes plásticas –Entre os artistas brasileiros, tem maior expressão o realismo burguês, nascido na França.
 Em vez de trabalhadores, o que se vê nas telas é o cotidiano da burguesia. 
Dos seguidores dessa linha se destacam Belmiro de Almeida (1858-1935), autor de Arrufos, que retrata a discussão de um casal, e Almeida Júnior (1850-1899), autor de O Descanso do Modelo. Mais tarde, Almeida Júnior aproxima-se de um realismo mais comprometido com as classes populares, como em Caipira Picando Fumo.

Literatura –O realismo manifesta-se na prosa. A poesia da época vive o parnasianismo. 
O romance é a principal forma de expressão, tornando-se veículo de crítica a instituições e à hipocrisia burguesa. 
A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.
O realismo atrai vários escritores, alguns antes ligados ao romantismo. 
O marco é a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que faz uma análise crítica da sociedade da época. Ligados ao regionalismo destacam-se Manoel de Oliveira Paiva (1861-1892), autor de Dona Guidinha do Poço, e Domingos Olímpio (1860-1906), de Luzia-Homem.

Teatro –Os problemas do cotidiano ocupam os palcos. 
O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem passa a ser coloquial.
Entre os principais autores estão romancistas realistas, como Machado de Assis, que escreve Quase Ministro, e alguns românticos, como José de Alencar, com O Demônio Familiar, e Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), com Luxo e Vaidade. Outros nomes de peso são Artur de Azevedo (1855-1908), criador de comédias e operetas como A Capital Federal e O Dote, Quintino Bocaiúva (1836-1912) e França Júnior (1838-1890).

 

 

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

REALISMO

 
"Os Quebradores de Pedra" - Gustave Courbet

REALISMO

Movimento artístico que se manifesta na segunda metade do século XIX. 
 Caracteriza-se pela intenção de uma abordagem objetiva da realidade e pelo interesse por temas sociais. 
O engajamento ideológico faz com que muitas vezes a forma e as situações descritas sejam exageradas para reforçar a denúncia social. 
O realismo representa uma reação ao subjetivismo do romantismo. Sua radicalização rumo à objetividade sem conteúdo ideológico leva ao naturalismo. 
Muitas vezes realismo e naturalismo se confundem. 

Artes Plásticas 
A tendência expressa-se sobretudo na pintura.
 As obras privilegiam cenas cotidianas de grupos sociais menos favorecidos. 
O tipo de composição e o uso das cores criam telas pesadas e tristes. 
O grande expoente é o francês Gustave Courbet (1819-1877). Para ele, a beleza está na verdade. 
Suas pinturas chocam o público e a crítica, habituados à fantasia romântica. 
São marcantes suas telas Os Quebradores de Pedra, que mostra operários, e Enterro em Ornans, que retrata o enterro de uma pessoa do povo. 
Outros dois nomes importantes que seguem a mesma linha são Honoré Daumier (1808-1879) e Jean-François Millet (1814-1875). Também destaca-se Édouard Manet (1832-1883), ligado ao naturalismo e, mais tarde, ao impressionismo. 
Sua tela Olympia exibe uma mulher nua que “encara” o espectador.

Literatura 
O realismo na Literatura manifesta-se na prosa. 
A poesia da época vive o parnasianismo. 
O romance – social, psicológico e de tese – é a principal forma de expressão. 
Deixa de ser apenas distração e torna-se veículo de crítica a instituições, como a Igreja Católica, e à hipocrisia burguesa. 
A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.
Na passagem do romantismo para o realismo misturam-se aspectos das duas tendências. 
Um dos representantes dessa transição é o escritor e dramaturgo francês Honoré de Balzac (1799-1850), autor do conjunto de romances Comédia Humana. 
Outros autores importantes são os franceses Stendhal (1783-1842), que escreve O Vermelho e o Negro , e Prosper Merimée (1803-1870), autor de Carmen, além do russo Nikolay Gogol (1809-1852), autor de Almas Mortas.
O marco inicial do realismo na Literatura é o romance Madame Bovary , do francês Gustave Flaubert (1821-1880).
 Outros autores importantes são o russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), cuja obra-prima é Os Irmãos Karamazov; o português Eça de Queirós (1845-1900), que escreve Os Maias; o russo Leon Tolstói (1828-1910), criador de Anna Karenina e Guerra e Paz; os ingleses Charles Dickens (1812-1870), autor de Oliver Twist, e Thomas Hardy (1840-1928), de Judas, o Obscuro.
A tendência desenvolve-se também no conto. Entre os mais importantes autores destacam-se o russo Tchekhov (1860-1904) e o francês Guy de Maupassant (1850-1893).

Teatro 
Com o realismo, problemas do cotidiano ocupam os palcos. 
O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-se coloquial. 
O primeiro grande dramaturgo realista é o francês Alexandre Dumas Filho (1824-1895), autor da primeira peça realista, A Dama das Camélias (1852), que trata da prostituição.Fora da França, um dos expoentes é o norueguês Henrik Ibsen (1828-1906). 
Em Casa de Bonecas, por exemplo, trata da situação social da mulher. 
São importantes também o dramaturgo e escritor russo Gorki (1868-1936), autor de Ralé e Os Pequenos Burgueses, e o alemão Gerhart Hauptmann (1862-1946), autor de Os Tecelões.

REALISMO NO BRASIL 
No Brasil, o realismo marca mais intensamente a literatura e o teatro.

Artes plásticas –Entre os artistas brasileiros, tem maior expressão o realismo burguês, nascido na França.
 Em vez de trabalhadores, o que se vê nas telas é o cotidiano da burguesia. 
Dos seguidores dessa linha se destacam Belmiro de Almeida (1858-1935), autor de Arrufos, que retrata a discussão de um casal, e Almeida Júnior (1850-1899), autor de O Descanso do Modelo. Mais tarde, Almeida Júnior aproxima-se de um realismo mais comprometido com as classes populares, como em Caipira Picando Fumo.

Literatura –O realismo manifesta-se na prosa. A poesia da época vive o parnasianismo. 
O romance é a principal forma de expressão, tornando-se veículo de crítica a instituições e à hipocrisia burguesa. 
A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.
O realismo atrai vários escritores, alguns antes ligados ao romantismo. 
O marco é a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que faz uma análise crítica da sociedade da época. Ligados ao regionalismo destacam-se Manoel de Oliveira Paiva (1861-1892), autor de Dona Guidinha do Poço, e Domingos Olímpio (1860-1906), de Luzia-Homem.

Teatro –Os problemas do cotidiano ocupam os palcos. 
O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem passa a ser coloquial.
Entre os principais autores estão romancistas realistas, como Machado de Assis, que escreve Quase Ministro, e alguns românticos, como José de Alencar, com O Demônio Familiar, e Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), com Luxo e Vaidade. Outros nomes de peso são Artur de Azevedo (1855-1908), criador de comédias e operetas como A Capital Federal e O Dote, Quintino Bocaiúva (1836-1912) e França Júnior (1838-1890).

 

 

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