terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

“Os Jogadores de Cartas”, o quadro mais caro do mundo


Dois homens jogando baralho são os astros do quadro mais caro do mundo: “Os Jogadores de Cartas”, do pintor francês Paul Cézanne, foi comprado em 2011 pela família real do Catar por estimados US$ 250 milhões.
Um dos principais inspiradores do cubismo e da arte abstrata, Cézanne era chamado por Picasso de “o pai de todos nós”. A pintura a óleo “Os Jogadores de Cartas” é uma das cinco que compõem a famosa série do artista, criada na virada do século XX. As outras quatro pertencem a grandes museus do mundo: o Metropolitan Museum of Art, de Nova York; o Courtauld, de Londres; o Musée d’Orsay, de Paris; e a Barnes Foundation, na Filadélfia. O recorde anterior pertencia a um quadro de Jackson Pollock, vendido em 2006 ao bilionário mexicano David Martinez por US$ 140 milhões.
Jogadores de Cartas, Paul Cézanne




Titulo: Jogadores de cartas, 1890-95
Autor: Paul Cézanne
Museu: Museu de Orsay
Caracteristicas: Oleo sobre tela 47 x 57 cm.
Estilo: Neo-Impressionismo


Esta tela da foto é o mais famoso de uma série que Cézanne pintou durante a década de 1890 com a temática dos jogadores de cartas. Os protagonistas das teias são os camponeses de Aix (seu povo natal) e o jardineiro do Jas de Bouffan, Vallier (Jas de Bouffan era a propriedade rural propriedade de seu pai onde se enclausurou tantos anos de sua vida a pintar). 
As fontes de inspiração empregadas por Cézanne possivelmente fossem os jogadores de cartas pintados por Lhe Nain e Chardin
 duas figuras sentam-se a ambos lados de uma pequena mesa sobre a que apoiam os cotovelos. 
Uma alta garrafa dá-los passo para a cristaleira do fundo, pela que se intui um aboletado paisagem. 
Os dois homens estão concentrados no jogo, interessando-se o maestro em captar suas expressões, e apresentam-se tocados com cada um dos sombreiro típicos das classes sociais humildes da Provenza (região francesa de onde procede o autor). 
O espectador converte-se em um dos frequentes observadores que contemplam estas partidas nos botequins, ao nos situar o maestro em um plano próximo à cena e não fazer mal referências espaciais. A iluminação artificial manifesta-se nas sombras, especialmente no reflexo branco da garrafa. 
Mas uma vez mais, o protagonista da tela é a cor que inunda todos os recantos da teia. 
O homem da direita viu uma jaqueta de tonalidades cinzas amareladas que tem sua continuidade na calça de seu colega, vestido este com uma jaqueta de tonalidades malvas que se misturam com diversas cores. 
O fundo obtém-se graças a uma mistura de tons embora abundem os avermelhados, em sintonia com a mesa e o mantel
A aplicação da cor realiza-se a base de fluídas pinceladas que conformam facetas, elementos identificativos do cubismo. 
A diferença do impressionismo do que Cézanne parte, neste trabalho prima o volume e a forma sobre a luz, obtendo esse volume graças à cor em estado puro.
Paul Cézanne nasceu e faleceu na França (Aix-enProvence 1839 - Aix-em-Provence 1906). Suas pinturas pertencem ao impressionismo tardio (neoimpresionismo).
Considerou-se-lhe o pai da modernidade. Em 1857 Paul inicia seus estudos artísticos em l´Ecole Autárquico Livre de Dessin.
 Anos mais tarde passa 6 meses na universidade de Paris onde conhece a Renoir e Monet mas suspende o exameáme de rendimento e volta a sua cidade natal para dedicar à pintura. 
Em um ano depois volta a Paris matriculado em uma academia de pintura e conhece a Monet. 
Suas primeiras pinturas são de suave estilo romântico. Junto a outros pintores do momento apresenta em Paris uma exposição em cujas obras domina a luz e a cor mas não só não teve sucesso social senão que foi motivo de risos e debocha durante anos. 
Por fim em 1882 uma obra sua é admitida ao Salão Oficial (amostra de grande prestígio) mas isso não lhe ajuda muito em sua vida artística. Cedo falecerá seu pai e o não reconhecimento de suas obras (ademais teve rejeições explícitos publicados) e seus problemas pessoais (matrimoniais) lhe fizeram se enclausurar só durante anos em uma propriedade rural propriedade de seu pai para pintar. Para cúmulo de males em 1899 sua mãe falece e perde a propriedade rural onde pintava por questões de herança. 
É com o começo do século XX que suas obras começam a se cotar mas cedo ao mesmo tempo sua saúde piora (diabetes e afecções bronquial mau curadas de anos) fazem com que faleça em 1906. 

Algumas de suas obras representativas são:
A Casa do Ahorcado 1873
As Bañistas 1905
Os Jogadores de cartas 1892
Montanha de Santa Vitória 1904
Rapaz com Chaleco Vermelho 1890
O Neo-Impressionismo ou Pós-impressionismo data entre 1.885 - 1.900 aproximadamente. No agrupam-se as mais diversas tendências, muitas das quais transbordam toda tentativa de classificação cronológica, já que em grande parte se correspondem com figuras concretas: Edvard Munch, Van Gogh... 
 O Neo-Impressionismo é basicamente um movimento de reação ante o Impressionismo: tendo esgotado este sua intenção estética, a única que tinha em realidade, se vê incapaz de ir para além. Seus veteranos, e os jovens pintores de Paris e outros países europeus influídos pelo novo estilo, enfrentam-se à necessidade de abrir novas vias de investigação pictórica. As respostas a esta necessidade serão diferentes segundo tendências como o Puntillismo ou o Simbolismo, ou segundo pintores, dificilmente clasificables em uma Escola concreta, como Cézanne. 
Em qualquer caso, aproveitam-se os avanços do Impressionismo sobre teoria da cor e independência dos temas e introduzem-se fatores novos que permitem revalorizar a importância da arte.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

“Os Jogadores de Cartas”, o quadro mais caro do mundo


Dois homens jogando baralho são os astros do quadro mais caro do mundo: “Os Jogadores de Cartas”, do pintor francês Paul Cézanne, foi comprado em 2011 pela família real do Catar por estimados US$ 250 milhões.
Um dos principais inspiradores do cubismo e da arte abstrata, Cézanne era chamado por Picasso de “o pai de todos nós”. A pintura a óleo “Os Jogadores de Cartas” é uma das cinco que compõem a famosa série do artista, criada na virada do século XX. As outras quatro pertencem a grandes museus do mundo: o Metropolitan Museum of Art, de Nova York; o Courtauld, de Londres; o Musée d’Orsay, de Paris; e a Barnes Foundation, na Filadélfia. O recorde anterior pertencia a um quadro de Jackson Pollock, vendido em 2006 ao bilionário mexicano David Martinez por US$ 140 milhões.
Jogadores de Cartas, Paul Cézanne




Titulo: Jogadores de cartas, 1890-95
Autor: Paul Cézanne
Museu: Museu de Orsay
Caracteristicas: Oleo sobre tela 47 x 57 cm.
Estilo: Neo-Impressionismo


Esta tela da foto é o mais famoso de uma série que Cézanne pintou durante a década de 1890 com a temática dos jogadores de cartas. Os protagonistas das teias são os camponeses de Aix (seu povo natal) e o jardineiro do Jas de Bouffan, Vallier (Jas de Bouffan era a propriedade rural propriedade de seu pai onde se enclausurou tantos anos de sua vida a pintar). 
As fontes de inspiração empregadas por Cézanne possivelmente fossem os jogadores de cartas pintados por Lhe Nain e Chardin
 duas figuras sentam-se a ambos lados de uma pequena mesa sobre a que apoiam os cotovelos. 
Uma alta garrafa dá-los passo para a cristaleira do fundo, pela que se intui um aboletado paisagem. 
Os dois homens estão concentrados no jogo, interessando-se o maestro em captar suas expressões, e apresentam-se tocados com cada um dos sombreiro típicos das classes sociais humildes da Provenza (região francesa de onde procede o autor). 
O espectador converte-se em um dos frequentes observadores que contemplam estas partidas nos botequins, ao nos situar o maestro em um plano próximo à cena e não fazer mal referências espaciais. A iluminação artificial manifesta-se nas sombras, especialmente no reflexo branco da garrafa. 
Mas uma vez mais, o protagonista da tela é a cor que inunda todos os recantos da teia. 
O homem da direita viu uma jaqueta de tonalidades cinzas amareladas que tem sua continuidade na calça de seu colega, vestido este com uma jaqueta de tonalidades malvas que se misturam com diversas cores. 
O fundo obtém-se graças a uma mistura de tons embora abundem os avermelhados, em sintonia com a mesa e o mantel
A aplicação da cor realiza-se a base de fluídas pinceladas que conformam facetas, elementos identificativos do cubismo. 
A diferença do impressionismo do que Cézanne parte, neste trabalho prima o volume e a forma sobre a luz, obtendo esse volume graças à cor em estado puro.
Paul Cézanne nasceu e faleceu na França (Aix-enProvence 1839 - Aix-em-Provence 1906). Suas pinturas pertencem ao impressionismo tardio (neoimpresionismo).
Considerou-se-lhe o pai da modernidade. Em 1857 Paul inicia seus estudos artísticos em l´Ecole Autárquico Livre de Dessin.
 Anos mais tarde passa 6 meses na universidade de Paris onde conhece a Renoir e Monet mas suspende o exameáme de rendimento e volta a sua cidade natal para dedicar à pintura. 
Em um ano depois volta a Paris matriculado em uma academia de pintura e conhece a Monet. 
Suas primeiras pinturas são de suave estilo romântico. Junto a outros pintores do momento apresenta em Paris uma exposição em cujas obras domina a luz e a cor mas não só não teve sucesso social senão que foi motivo de risos e debocha durante anos. 
Por fim em 1882 uma obra sua é admitida ao Salão Oficial (amostra de grande prestígio) mas isso não lhe ajuda muito em sua vida artística. Cedo falecerá seu pai e o não reconhecimento de suas obras (ademais teve rejeições explícitos publicados) e seus problemas pessoais (matrimoniais) lhe fizeram se enclausurar só durante anos em uma propriedade rural propriedade de seu pai para pintar. Para cúmulo de males em 1899 sua mãe falece e perde a propriedade rural onde pintava por questões de herança. 
É com o começo do século XX que suas obras começam a se cotar mas cedo ao mesmo tempo sua saúde piora (diabetes e afecções bronquial mau curadas de anos) fazem com que faleça em 1906. 

Algumas de suas obras representativas são:
A Casa do Ahorcado 1873
As Bañistas 1905
Os Jogadores de cartas 1892
Montanha de Santa Vitória 1904
Rapaz com Chaleco Vermelho 1890
O Neo-Impressionismo ou Pós-impressionismo data entre 1.885 - 1.900 aproximadamente. No agrupam-se as mais diversas tendências, muitas das quais transbordam toda tentativa de classificação cronológica, já que em grande parte se correspondem com figuras concretas: Edvard Munch, Van Gogh... 
 O Neo-Impressionismo é basicamente um movimento de reação ante o Impressionismo: tendo esgotado este sua intenção estética, a única que tinha em realidade, se vê incapaz de ir para além. Seus veteranos, e os jovens pintores de Paris e outros países europeus influídos pelo novo estilo, enfrentam-se à necessidade de abrir novas vias de investigação pictórica. As respostas a esta necessidade serão diferentes segundo tendências como o Puntillismo ou o Simbolismo, ou segundo pintores, dificilmente clasificables em uma Escola concreta, como Cézanne. 
Em qualquer caso, aproveitam-se os avanços do Impressionismo sobre teoria da cor e independência dos temas e introduzem-se fatores novos que permitem revalorizar a importância da arte.

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