terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

IMPRESSIONISMO

"O Nascer do Sol" - Claude Monet

IMPRESSIONISMO 

Movimento das artes plásticas que se desenvolve na pintura entre 1870 e 1880, na França, no fim do século, e influencia a música.
 É o marco da arte moderna porque é o início do caminho rumo à abstração. 
Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. 
Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo. 
A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação está acontecendo, criando novas maneiras de captar a luz e as cores.
 Nessa tendência a mostrar situações naturais há influência da fotografia, nascida em 1827.
A primeira exposição pública impressionista é realizada em 1874, em Paris. 
Entre os expositores está Claude Monet, autor de Impressão: o Nascer do Sol (1872), tela que dá nome ao movimento. 
Outros expoentes são os franceses Édouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). 
Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural. 
Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena em jardins, cafés, teatros e festas. 
O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.
Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento, desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sob o nome de pós-impressionismo.
 Nessa linha estão os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent van Gogh e os neo-impressionistas, como os franceses Georges Seurat (1859-1891) e Paul Signac (1863-1935).

 Pós-impressionismo 
Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. 
Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. 
A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das cores.
 Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. 
Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.Embora inicialmente ligado ao impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. 
Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto Gauguin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influencia o simbolismo e o expressionismo.

Música  
As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890, na França. 
As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do movimento.
O impressionismo abandona a música tonal - estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons) - como principal. 
Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.
A obra de Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. Prelúdio para a Tarde de um Fauno, considerado marco do impressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. 
Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. 
Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e Bolero.

IMPRESSIONISMO NO BRASIL 
Nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). 
Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916. Características pós-impressionistas estão em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915).
O impressionismo funciona como base da música nacionalista, como a que é desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

IMPRESSIONISMO

"O Nascer do Sol" - Claude Monet

IMPRESSIONISMO 

Movimento das artes plásticas que se desenvolve na pintura entre 1870 e 1880, na França, no fim do século, e influencia a música.
 É o marco da arte moderna porque é o início do caminho rumo à abstração. 
Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. 
Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo. 
A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação está acontecendo, criando novas maneiras de captar a luz e as cores.
 Nessa tendência a mostrar situações naturais há influência da fotografia, nascida em 1827.
A primeira exposição pública impressionista é realizada em 1874, em Paris. 
Entre os expositores está Claude Monet, autor de Impressão: o Nascer do Sol (1872), tela que dá nome ao movimento. 
Outros expoentes são os franceses Édouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). 
Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural. 
Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena em jardins, cafés, teatros e festas. 
O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.
Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento, desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sob o nome de pós-impressionismo.
 Nessa linha estão os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent van Gogh e os neo-impressionistas, como os franceses Georges Seurat (1859-1891) e Paul Signac (1863-1935).

 Pós-impressionismo 
Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. 
Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. 
A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das cores.
 Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. 
Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.Embora inicialmente ligado ao impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. 
Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto Gauguin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influencia o simbolismo e o expressionismo.

Música  
As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890, na França. 
As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do movimento.
O impressionismo abandona a música tonal - estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons) - como principal. 
Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.
A obra de Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. Prelúdio para a Tarde de um Fauno, considerado marco do impressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. 
Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. 
Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e Bolero.

IMPRESSIONISMO NO BRASIL 
Nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). 
Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916. Características pós-impressionistas estão em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915).
O impressionismo funciona como base da música nacionalista, como a que é desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos.

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