quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Englishman in New York, The Police (Quentin Crisp)


A música An Englishman In New York  é uma canção que Sting compôs em 1987 para  Quentin Crisp.


Em 1985, Crisp teve seu primeiro contato com Sting (que fez o papel principal de Baron Frankenstein no filme The Bride), no qual atuou.
Sting visitou Crisp em seu apartamento, em Nova Iorque, em 1986. Durante o jantar, escutou as histórias e brincadeiras de Crisp – uma das brincadeiras era de que ele esperava receber os papéis de naturalização, assim poderia cometer um crime e não seria deportado. Relatou também os problemas que enfrentou por ser homossexual durante a década de 20. Sting disse: - "Bem, é, em parte, sobre mim e em parte sobre Quentin. Mais uma vez eu estava procurando uma metáfora. Quentin é um herói para mim, alguém que eu conheço muito bem. Ele é gay e ele era gay em um momento da história quando era perigoso ser assim. Ele sofria agressões diárias, em grande parte, com o consentimento do público." 
A música foi lançada no álbum Nothing Like The Sun em 1987. 


Mas... QUEM É QUENTIN CRISP???
Quentin Crisp
Quentin Crisp (nascido Denis Charles Pratt, 25 de Dezembro de 1908 - 21 de Novembro de 1999) foi um escritor e contador de histórias inglês.
Com um passado convencional suburbano, Crisp cresceu com tendências efeminadas do qual ele se gabava andando pelas ruas com maquilagem, unhas pintadas e trabalhando como prostituto . Passou trinta anos como modelo profissional para aulas e colégios de arte. As entrevistas que deu sobre a sua vida pouco vulgar, atraiu um aumento da curiosidade do público e cedo procurou as suas visões altamente individuais no comportamento social e o cultivo do estilo.
Crisp desafiou a rotina criticando a libertação gay e Diana, princesa de Gales.
A verdade é que Quentin ousou assumir-se, ter voz, falar sem abandonar os bons modos ou a alegria de viver. 
E, por isso tudo, também apanhou e sofreu com a discriminação.

Crisp nasceu sob o nome de Denis Charles Pratt em 1908, em Sutton, distrito de Londres. Frequentou os cursos de artes e jornalismo, porém sem se formar em nenhum. Foi garoto de programa e vítima de vários ataques homofóbicos. Apresentou-se ao exército, na primeira Guerra Mundial, mas foi declarado isento por Perversão sexual. Depois foi modelo, do tipo ‘nu artístico’.

Tornou-se conhecido pelo seu livro, lançado em 1968, intitulado The Naked Civil Servant (não traduzido para o Brasil, porém o filme baseado no livro ganhou o nome de Vida Nua) – que recebeu boas críticas.

Tornou-se ícone gay na década de 70, após o filme para televisão, feito pela ITV, baseado em seu livro de 1968 (que também foi responsável pelo estrelato do ótimo ator inglês John Hurt  - interpretando Crisp). Passou a apresentar-se em teatros, em Londres, como rancouter (em inglês, contador de história), apresentando habilidade e inteligência.

Mudou-se para New York em 1981. Continuou a ser um rancouter. Porém envolveu-se em uma polêmica ao afirmar que a AIDS era uma doença da moda, porém, mais tarde, conseguiu fazer as pazes com o público. Sempre bem humorado e com a habitual polidez, chegou a fim da vida aos 90 anos em 1999.  

fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Quentin_Crisp

An Englishman In New York
(Um Inglês em Nova Iorque)
(Composição - Sting)

I don't drink coffee I'll take tea my dear
Eu não bebo café, bebo chá, meu caro
I like my toast done on one side
Gosto de minha torrada feita de um lado só
As you can hear it in my accent when I talk
Você pode ouvir no meu sotaque
I'm an Englishman in New York
Eu sou um inglês em Nova York

See me walking down Fifth Avenue
Você me vê andando na 5ª Avenida
A walking cane here at my side
Ando com minha bengala ao meu lado
I take it everywhere I walk
Eu a levo a todo lugar
I'm an Englishman in New York
Sou um inglês em Nova York

I'm an alien, I'm a legal alien
Eu sou um estrangeiro, sou um estrangeiro oficializado
I'm an Englishman in New York
Eu sou um inglês em Nova York

If "manners maketh man" as someone said
Se "os modos fazem o homem", como alguém disse
Then he's the hero of the day
Então ele é o herói do dia
It takes a man to suffer ignorance and smile
É preciso ser homem para sofrer ignorância e sorrir
Be yourself no matter what they say
Seja você mesmo, não importa o que digam

Modesty, propriety can lead to notoriety
Modéstia e propriedade podem levar a notoriedade
You could end up as the only one
Você pode terminar como único
Gentleness, sobriety are rare in this society
Gentileza e sobriedade são raras nessa sociedade
At night a candle's brighter than the sun
À noite, as velas brilham mais que o Sol

Takes more than combat gear to make a man
É preciso mais que combates para fazer um homem
Takes more than license for a gun
É preciso mais que uma licença para armas
Confront your enemies, avoid them when you can
Confronte seus inimigos, evite-os quando puder
A gentleman will walk but never run
Um cavalheiro anda, mas nunca corre.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Englishman in New York, The Police (Quentin Crisp)


A música An Englishman In New York  é uma canção que Sting compôs em 1987 para  Quentin Crisp.


Em 1985, Crisp teve seu primeiro contato com Sting (que fez o papel principal de Baron Frankenstein no filme The Bride), no qual atuou.
Sting visitou Crisp em seu apartamento, em Nova Iorque, em 1986. Durante o jantar, escutou as histórias e brincadeiras de Crisp – uma das brincadeiras era de que ele esperava receber os papéis de naturalização, assim poderia cometer um crime e não seria deportado. Relatou também os problemas que enfrentou por ser homossexual durante a década de 20. Sting disse: - "Bem, é, em parte, sobre mim e em parte sobre Quentin. Mais uma vez eu estava procurando uma metáfora. Quentin é um herói para mim, alguém que eu conheço muito bem. Ele é gay e ele era gay em um momento da história quando era perigoso ser assim. Ele sofria agressões diárias, em grande parte, com o consentimento do público." 
A música foi lançada no álbum Nothing Like The Sun em 1987. 


Mas... QUEM É QUENTIN CRISP???
Quentin Crisp
Quentin Crisp (nascido Denis Charles Pratt, 25 de Dezembro de 1908 - 21 de Novembro de 1999) foi um escritor e contador de histórias inglês.
Com um passado convencional suburbano, Crisp cresceu com tendências efeminadas do qual ele se gabava andando pelas ruas com maquilagem, unhas pintadas e trabalhando como prostituto . Passou trinta anos como modelo profissional para aulas e colégios de arte. As entrevistas que deu sobre a sua vida pouco vulgar, atraiu um aumento da curiosidade do público e cedo procurou as suas visões altamente individuais no comportamento social e o cultivo do estilo.
Crisp desafiou a rotina criticando a libertação gay e Diana, princesa de Gales.
A verdade é que Quentin ousou assumir-se, ter voz, falar sem abandonar os bons modos ou a alegria de viver. 
E, por isso tudo, também apanhou e sofreu com a discriminação.

Crisp nasceu sob o nome de Denis Charles Pratt em 1908, em Sutton, distrito de Londres. Frequentou os cursos de artes e jornalismo, porém sem se formar em nenhum. Foi garoto de programa e vítima de vários ataques homofóbicos. Apresentou-se ao exército, na primeira Guerra Mundial, mas foi declarado isento por Perversão sexual. Depois foi modelo, do tipo ‘nu artístico’.

Tornou-se conhecido pelo seu livro, lançado em 1968, intitulado The Naked Civil Servant (não traduzido para o Brasil, porém o filme baseado no livro ganhou o nome de Vida Nua) – que recebeu boas críticas.

Tornou-se ícone gay na década de 70, após o filme para televisão, feito pela ITV, baseado em seu livro de 1968 (que também foi responsável pelo estrelato do ótimo ator inglês John Hurt  - interpretando Crisp). Passou a apresentar-se em teatros, em Londres, como rancouter (em inglês, contador de história), apresentando habilidade e inteligência.

Mudou-se para New York em 1981. Continuou a ser um rancouter. Porém envolveu-se em uma polêmica ao afirmar que a AIDS era uma doença da moda, porém, mais tarde, conseguiu fazer as pazes com o público. Sempre bem humorado e com a habitual polidez, chegou a fim da vida aos 90 anos em 1999.  

fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Quentin_Crisp

An Englishman In New York
(Um Inglês em Nova Iorque)
(Composição - Sting)

I don't drink coffee I'll take tea my dear
Eu não bebo café, bebo chá, meu caro
I like my toast done on one side
Gosto de minha torrada feita de um lado só
As you can hear it in my accent when I talk
Você pode ouvir no meu sotaque
I'm an Englishman in New York
Eu sou um inglês em Nova York

See me walking down Fifth Avenue
Você me vê andando na 5ª Avenida
A walking cane here at my side
Ando com minha bengala ao meu lado
I take it everywhere I walk
Eu a levo a todo lugar
I'm an Englishman in New York
Sou um inglês em Nova York

I'm an alien, I'm a legal alien
Eu sou um estrangeiro, sou um estrangeiro oficializado
I'm an Englishman in New York
Eu sou um inglês em Nova York

If "manners maketh man" as someone said
Se "os modos fazem o homem", como alguém disse
Then he's the hero of the day
Então ele é o herói do dia
It takes a man to suffer ignorance and smile
É preciso ser homem para sofrer ignorância e sorrir
Be yourself no matter what they say
Seja você mesmo, não importa o que digam

Modesty, propriety can lead to notoriety
Modéstia e propriedade podem levar a notoriedade
You could end up as the only one
Você pode terminar como único
Gentleness, sobriety are rare in this society
Gentileza e sobriedade são raras nessa sociedade
At night a candle's brighter than the sun
À noite, as velas brilham mais que o Sol

Takes more than combat gear to make a man
É preciso mais que combates para fazer um homem
Takes more than license for a gun
É preciso mais que uma licença para armas
Confront your enemies, avoid them when you can
Confronte seus inimigos, evite-os quando puder
A gentleman will walk but never run
Um cavalheiro anda, mas nunca corre.

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