sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ser mãe e ser MÃE!




Era uma festa de criança e um menino com seus 3 anos estava todo tempo acompanhado por uma mulher vestida de branco, de meia idade. Ele interagia com as outras crianças e volta e meia recorria a ela, com um carinho ou um olhar. Muito simpática começamos a conversar. Disse que o filho dela era lindo. Ela me respondeu:


- Não sou a mãe dele, sou a babá.

Logo depois percebi a figura de uma mulher que horas vinha ver o que estava acontecendo, dava umas ordens para a babá e voltava para a mesa dos adultos. A babá foi no pula-pula, desceu o gramado na caixa. Eu e ela dividíamos a atenção e brincadeiras com as crianças. Fiquei encantada de ver o carinho mútuo e bastante chocada como o mesmo não aceitava e interagia com a mãe.

Aquela mulher magra, de unhas feitas, cabelos perfeitos me disse que não abria mão da babá nem nos finais de semana, que tê-la, desde que ele nasceu, inclusive para cuidar dele a noite, foi o melhor e maior investimento que ela poderia ter feito.

Eu vejo nossa sociedade correndo freneticamente atrás de dinheiro. Dinheiro usado não para unir pessoas, mas para separar: é a cesárea filmada com coquetel na sala de espera, seguida de uma lipoaspiração; o carrinho tecnológico, os brinquedos eletrônicos, a Televisão, a Babá, as férias em um Hotel com monitores em que os pais podem descansar, a chupeta, mamadeira para a independência. Tudo isso é estar longe, ao contrário de parto natural, sling, peito.


Eu afirmo com os olhos cheios de brilho e o coração de emoção que os maiores investimentos que fiz na minha vida foi a maternidade ativa e consciente: com colo e peito à disposição; tempo para ver crescer meu pequeno e participar de cada etapa.


Claro que é bom tem um braços para segurar a criança um pouco para poder tomar um banho ou descançar. Mas, para mim, não tem preço este dedicar-se com a paixão das entranhas. Para mim não serve olhar no vidro da maternidade. eu gosto do toque, do estar perto, nos dias de sol e de chuva, aprender com os sorrisos e difculdades, mas, sobretudo, estar junto.


Bebês e crianças precisam de muito pouco e de coisas que não podem ser compradas, que não são valorizadas por aqueles que giram como ratos de laboratório as estrutura da matrix: tempo, dedicação, afeto.


Uma mulher que deixa um emprego rentável e a chance de ascensão profissional para cuidar do seu filho ou que pede redução da carga horária é taxada de louca, aquela que jogou fora todo investimento e sonhos depositados nela.


Hoje, depois de passar por vários estágios da maternidade eu vejo que o presente, as coisas materiais procuram substituir o insubstituível. Bebês e crianças precisam de muito pouco em termos materiais. Sobretudo bebês.


Mordedores podem ser substituídos por legumes para coçar a gengiva, pedaços de pano podem entreter uma criança por horas, fazendo cabanas, brincando de esconder. Contar uma história, cantar uma música substituem com afeto e amor a televisão. Mas para isso é preciso estar presente, é preciso dedicar-se, abrir espaço para a própria criança interior. Reaprender a brincar e saber que isso é o que realmente une.


Não podemos terceirizar a educação dos nossos filhos. Somos nós os responsáveis pelos filhos que deixaremos para nosso mundo. Quanto mais seguros, mais nutridos de presença, menos eles terão lacunas para serem supridas com aquilo que está do lado de fora.


Quanto mais conseguirmos ensinar o valor do estar e do ser em detrimento do ter, estaremos construindo uma nova sociedade, em que os filhos do consumo estarão aí, mas os pequenos mamíferos crescerão para continuar e concretizar o sonho, de todos os dias, com suas presenças e escolhas conscientes , fazer um mundo melhor.

Um comentário:

  1. Olá! Olha só... eu não tenho filhos, mas adorei o post... e realmente... ser mãe é ser mãe. Bjks

    Ah! Postei neste domingo três sorteios que estão roalando na blogosfera... vai lá participar. Bjks

    ResponderExcluir

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ser mãe e ser MÃE!




Era uma festa de criança e um menino com seus 3 anos estava todo tempo acompanhado por uma mulher vestida de branco, de meia idade. Ele interagia com as outras crianças e volta e meia recorria a ela, com um carinho ou um olhar. Muito simpática começamos a conversar. Disse que o filho dela era lindo. Ela me respondeu:


- Não sou a mãe dele, sou a babá.

Logo depois percebi a figura de uma mulher que horas vinha ver o que estava acontecendo, dava umas ordens para a babá e voltava para a mesa dos adultos. A babá foi no pula-pula, desceu o gramado na caixa. Eu e ela dividíamos a atenção e brincadeiras com as crianças. Fiquei encantada de ver o carinho mútuo e bastante chocada como o mesmo não aceitava e interagia com a mãe.

Aquela mulher magra, de unhas feitas, cabelos perfeitos me disse que não abria mão da babá nem nos finais de semana, que tê-la, desde que ele nasceu, inclusive para cuidar dele a noite, foi o melhor e maior investimento que ela poderia ter feito.

Eu vejo nossa sociedade correndo freneticamente atrás de dinheiro. Dinheiro usado não para unir pessoas, mas para separar: é a cesárea filmada com coquetel na sala de espera, seguida de uma lipoaspiração; o carrinho tecnológico, os brinquedos eletrônicos, a Televisão, a Babá, as férias em um Hotel com monitores em que os pais podem descansar, a chupeta, mamadeira para a independência. Tudo isso é estar longe, ao contrário de parto natural, sling, peito.


Eu afirmo com os olhos cheios de brilho e o coração de emoção que os maiores investimentos que fiz na minha vida foi a maternidade ativa e consciente: com colo e peito à disposição; tempo para ver crescer meu pequeno e participar de cada etapa.


Claro que é bom tem um braços para segurar a criança um pouco para poder tomar um banho ou descançar. Mas, para mim, não tem preço este dedicar-se com a paixão das entranhas. Para mim não serve olhar no vidro da maternidade. eu gosto do toque, do estar perto, nos dias de sol e de chuva, aprender com os sorrisos e difculdades, mas, sobretudo, estar junto.


Bebês e crianças precisam de muito pouco e de coisas que não podem ser compradas, que não são valorizadas por aqueles que giram como ratos de laboratório as estrutura da matrix: tempo, dedicação, afeto.


Uma mulher que deixa um emprego rentável e a chance de ascensão profissional para cuidar do seu filho ou que pede redução da carga horária é taxada de louca, aquela que jogou fora todo investimento e sonhos depositados nela.


Hoje, depois de passar por vários estágios da maternidade eu vejo que o presente, as coisas materiais procuram substituir o insubstituível. Bebês e crianças precisam de muito pouco em termos materiais. Sobretudo bebês.


Mordedores podem ser substituídos por legumes para coçar a gengiva, pedaços de pano podem entreter uma criança por horas, fazendo cabanas, brincando de esconder. Contar uma história, cantar uma música substituem com afeto e amor a televisão. Mas para isso é preciso estar presente, é preciso dedicar-se, abrir espaço para a própria criança interior. Reaprender a brincar e saber que isso é o que realmente une.


Não podemos terceirizar a educação dos nossos filhos. Somos nós os responsáveis pelos filhos que deixaremos para nosso mundo. Quanto mais seguros, mais nutridos de presença, menos eles terão lacunas para serem supridas com aquilo que está do lado de fora.


Quanto mais conseguirmos ensinar o valor do estar e do ser em detrimento do ter, estaremos construindo uma nova sociedade, em que os filhos do consumo estarão aí, mas os pequenos mamíferos crescerão para continuar e concretizar o sonho, de todos os dias, com suas presenças e escolhas conscientes , fazer um mundo melhor.

Um comentário:

  1. Olá! Olha só... eu não tenho filhos, mas adorei o post... e realmente... ser mãe é ser mãe. Bjks

    Ah! Postei neste domingo três sorteios que estão roalando na blogosfera... vai lá participar. Bjks

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